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domingo, 24 de maio de 2015
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Apelido
Um camarada mudou-se para uma
cidade onde todos eram inapelavelmente alcunhados por algum apelido. Sua
casinha tinha, na frente, uma grande árvore.
Não deu outra: passaram a
chamá-lo de “Zé da Árvore”. Ele mandou cortar a árvore. Seu apelido mudou para
“Zé do Tronco”. Arrancou o tronco, ficou o buraco.
Aí veio o novo apelido: “Zé do
Buraco”. Ele tapou o buraco, certo que o problema estava, enfim, resolvido.
No outro dia, passou um cidadão
sorridente pela sua porta e lhe disse, para sua surpresa:
— Bom dia, Seo Zé do Buraco
Tapado!
Millôr Fernandes
terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A primeira pedra
E os fariseus trouxeram a Jesus
uma mulher apanhada em adultério, e perguntaram a Jesus se ela não deveria ser
apedrejada até a morte, como mandava a lei de Moisés. E disse Jesus: aquele
entre vós que estiver sem pecado que atire a primeira pedra. E a vida da mulher
foi poupada, pois nenhum dos seus acusadores era sem pecado. Assim está na
Bíblia, evangelho de São João 8, 1 a 11.
Mas imagine que a Bíblia não
tenha contado toda a história. Tudo o que realmente aconteceu naquela manhã, no
Monte das Oliveiras. Na versão completa do episódio, um dos fariseus, depois de
ouvir a frase de Jesus, pega uma pedra do chão e prepara-se para atirá-la
contra a mulher, dizendo: “Eu estou sem pecado!”
— Pera lá — diz Jesus,
segurando o seu braço. — Você é um adultero conhecido. Larga a pedra.
— Ah. Pensei que adultério só
fosse pecado para as mulheres — diz o fariseu, largando a pedra.
Outro fariseu junta uma pedra
do chão e prepara-se para atirá-la contra a mulher, gritando: “Nunca cometi
adultério, sou puro como um cordeiro recém-nascido!”
— Falando em cordeiro — diz
Jesus, segurando o seu braço também — e aquele rebanho que você foi encarregado
de trazer para o templo, mas no caminho desviou dez por cento para o seu
próprio rebanho?
— Nunca ficou provado nada! —
protesta o fariseu.
— Mas eu sei — diz Jesus. —
Larga a pedra.
Um terceiro fariseu pega uma
pedra do chão e prepara-se para atirá-la contra a adultera, dizendo: “Não só
não sou corrupto como sempre combati a corrupção. Fui eu que denunciei o
escândalo da propina paga mensalmente a sacerdotes para apoiar a os senhores do
templo.”
— Mas foste tu o primeiro a
receber propina — diz Jesus, segurando seu braço.
— No meu caso foi para melhor
combater a corrupção!
— Larga a pedra.
Um quarto fariseu junta uma
pedra do chão e prepara-se para atirá-la contra a mulher, dizendo: “Não tenho
pecados, nem da carne, nem de cupidez ou ganância!”
— Ah, é? — diz Jesus, segurando
o seu braço. — E aquela viúva que exploravas, tirando-lhe todo o dinheiro?
— Mas isto foi há muito tempo,
e a mulher já morreu.
— Larga a pedra, vai.
E quando os fariseus se
afastam, um discípulo pergunta a Jesus:
— Mestre, que lição podemos
tirar deste episódio?
— Evitem a hipocrisia e o
moralismo relativo — diz Jesus.
E, pensando um pouco mais
adiante:
— E, se possível, a política
partidária.
Luis Fernando Verissimo
***
Em tempo de eleição indireta
em Campinas, entenda como quiser...
segunda-feira, 26 de março de 2012
Morreram Chico Anysio
“No Brasil de hoje, os cidadãos
têm medo do futuro. Os políticos têm medo do passado.”
Chico Anysio e uma de suas célebres frases
sobre política.
Seus personagens que imortalizaram os bordões:
“Eu tenho horror a pobre, quero
que pobre se exploda. Pobre não nasce, aparece.”
Justo
Veríssimo, político
corrupto e salafrário.
“Pra quem ri di eu, minha
vingança sará maligrina!”
Bento
Carneiro, vampiro
brasileiro.
“Sou, mas quem não é?”
“Derrama meu sangue, mas não
derrama meu uísque”
Tavares, o alcoólatra.
“Não garavo”
Alberto
Roberto, ator canastrão.
“Aff, tô morta!...”
Painho, o pai-de-santo mais famoso do
Brasil.
"Mas, hein?"
Coalhada, jogador de futebol perna-de-pau.
"É mentira, Terta?"
Coronel
Pantaleão, mentiroso
nato.
“E o salário, ó!”
“É vapt-vupt!”
Raimundo, o professor nordestino.
Clique nas imagens para ampliar.
***
Charges: Dálcio Machado, Amarildo, Bennet, Chico Caruso e Quinho
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