terça-feira, 21 de abril de 2015
Sylvia Plath
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Morte
domingo, 24 de março de 2013
Parte da trilha
Eu soube que nos tornaríamos um só imediatamente
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Perdição
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Parte da trilha
sábado, 14 de julho de 2012
Parte da trilha
(Trechos da música É preciso - A próxima parada)
sábado, 30 de junho de 2012
A trégua
domingo, 18 de março de 2012
Noite sem fim
Toda Noite e toda Manhã
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Espelho
domingo, 16 de outubro de 2011
Existência
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Ausência
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Contextualize
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Uma hora de amor
sábado, 2 de abril de 2011
Viva a vida

Acabei de ver o último episódio da primeira temporada do seriado The Big C (pelo canal HBO) e fiquei muito emocionado. Se você tiver a chance de assistir a série, aproveite. Ela é muito, muito boa, mesmo.
Laura Linney está excelente como Cathy Jameson, uma mulher que manifesta diversos sentimentos e emoções após descobrir que tem câncer terminal. Pode parecer que se trata de uma série piegas, mas não é. Apesar do tema delicado, a série apresenta uma mistura refinada de drama e comédia que faz a gente se envolver no carrossel de emoções juntamente com Cathy e se surpreendendo a cada decisão, a cada atitude que ela toma, provando pra gente que o que realmente importa na vida é procurar realizar nossos sonhos e aproveitar o agora, aproveitar o tempo incerto, aproveitar cada dia como se fosse o último. Em cada episódio uma baita lição de vida. Nunca é tarde para começar a viver de verdade.
Eu não podia deixar de citar a trilha sonora que é impecável. Desde a música tema até as canções que encerram cada episódio. Destaco nesta postagem, a canção que rolou durante as cenas finais do episódio que mencionei. Capaz de provocar lágrimas.
* * *
Na edição do clipe abaixo: Adam, o filho de Cathy, descobre os presentes que a mãe deixou para os seus “próximos aniversários” em que ela, provavelmente, não estará presente. Não esqueça de parar as músicas do blog clicando no pause do player ao lado.
E não deixe de ouvir a música completa e de ler a letra e a tradução: tudo aqui.
Inté.
Imagem: por Showtime – © Showtime 2010.
sábado, 26 de março de 2011
História dos Sentimentos

A base desta historinha, que adaptei, me mandou Martha Herzberg, terapeuta fantástica e amada amiga. Segundo ela, o autor é anônimo, mas desconfio que foi dela essa deliciosa ideia.
Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a ideia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como está”, e como sempre perdeu a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma árvore estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem fingida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para a Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estavam fazendo ali.
Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar.
Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A Loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.
Juntos fazem a vida valer a pena – mas isso não é coisa para os medrosos nem para os apáticos, que perdem a felicidade no matagal dos preconceitos, onde rosnam os deuses melancólicos da acomodação.
Lya Luft
Extraído do livro Pensar é transgredir.
* * *
Imagem: site Jootix
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Alter ego

Bill - Como você sabe, eu gosto muito de revistas em quadrinhos. Especialmente aquelas sobre super-heróis. Considero toda a mitologia envolvendo super-heróis fascinante. Veja meu super-herói favorito, o Super-Homem. Não é uma ótima revista, não foi bem desenhada, mas a mitologia... A mitologia não só é ótima, é única.
Beatrix - Quanto tempo esta merda leva para fazer efeito?
Bill - Uns dois minutos. O bastante para eu concluir meu raciocínio. Daí que a base da mitologia do super-herói é que há super-herói e há o alter ego. Batman, na verdade, é Bruce Waine. O Homem-Aranha é Peter Parker. Quando o personagem acorda de manhã ele é Peter Parker. Ele tem de vestir uma fantasia para se tornar o Homem-Aranha. E é por causa desta característica que o Super-Homem se destaca. O Super-Homem não se tornou Super-Homem. O Super-Homem nasceu Super-Homem. Quando o Super-Homem acorda, ele é o Super-Homem. O alter ego dele é Clark Kent. A roupa dele, com um grande “S” vermelho, é feita do manto que o envolvia quando os Kents o encontraram. Aquela roupa é dele. O que Kent usa, os óculos, o terno executivo, essa é a fantasia. Essa é a fantasia que o Super-Homem usa para viver entre nós. Clark Kent é como o Super-Homem nos vê. E quais são as características de Clark Kent?
Beatrix - Ele é fraco...
Bill - Ele é inseguro, ele é um covarde. Clark Kent é a crítica do Super-Homem de toda a raça humana.
Diálogo extraído do filme Kill Bill – Volume 2, de Quentin Tarantino.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Vingança
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Falta do que não se tem

Desses milhares, desejarei algumas centenas, mas dessas centenas de mulheres, estarei sempre amando só uma. E por que essa e não outra? O que me fará ter medo de perdê-la? Que parte desse corpo, que gesto dessa mulher, que palavra?
O jeito de levar a mão à cintura? Uma mecha de cabelo que cai sobre a testa? O livro que lê sozinha na praia?
São necessários muitos acasos e uma teia de coincidências, para que eu a encontre. Enquanto isso não acontece, estou condenado a buscá-la. Em estado de suspensão, com o espírito confuso, flutuando como o mar, soprando como o vento. Sem verdades, nem palavra.
* * *
O texto (sem título) foi extraído da série televisiva Afinal, o que querem as mulheres? (episódio 2), veiculado pela Rede Globo.
domingo, 29 de março de 2009
Ela está em toda parte

Neo: Por aí...
Morpheus: Eu vejo em seus olhos. Você tem o olhar de um homem que aceita o que vê porque está esperando acordar. Ironicamente, isso não está longe da verdade. Você acredita em seu destino, Neo?
Neo: Não.
Morpheus: Por que não?
Neo: Eu não gosto da idéia de que eu não controlo minha vida.
Morpheus: Eu sei exatamente o que você quer dizer. Deixe-me dizer por que você está aqui. Você está aqui porque sabe de algo. O que você sabe, não consegue explicar, mas você pode sentir. Você sentiu sua vida inteira, que algo está errado com o mundo. Você não sabe o que é, mas está lá, como uma farpa em sua mente, te deixando louco. Foi essa sensação que o trouxe até mim. Você sabe do que eu estou falando?
Neo: Matrix.
Morpheus: Você quer saber o que é?
Neo: Sim.
Morpheus: Matrix está em toda parte. Ao nosso redor. Mesmo agora, nesta sala. Você pode vê-la quando olhar por sua janela ou quando você liga a TV. Você a sente quando vai trabalhar... Quando vai à igreja... Quando paga seus impostos. É o mundo posto ante seus olhos para cegá-lo da verdade.
Neo: Que verdade?
Morpheus: Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em cativeiro. Em uma prisão que você não pode provar ou enxergar ou tocar. Uma prisão para sua mente... Infelizmente, é impossível dizer a alguém o que é Matrix. Você tem de ver com seus próprios olhos.
Me lembro que na época estava ansioso por uma novidade impactante no mundo da ficção científica, e o filme correspondeu às minhas expectativas. Induzido pelo filme, saí do cinema refletindo sobre alguns questionamentos e acabei desejando tomar a pílula vermelha. Para quem não sabe ou não lembra: a pílula vermelha provocava a descoberta da verdade e a azul para voltar a viver na Matrix (uma falsa realidade).
Mas será que não tomamos as pílulas vermelhas e azuis o tempo todo? Quando se deve tomar uma delas? Para alguns as vermelhas devem continuar escondidas no fundo da gaveta. Para outros, só existem as azuis.













