Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Parte da trilha




Você não é nada sem mim.

[[[wow!]]]

***
Essa é do Sclinder.

Markus Schulz feat. Ana Diaz - Nothing Without Me (Official Music Video)


Se a letra, com tradução, te interessa, clica aqui.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Parte da trilha



Eles estavam certos quando disseram que nunca devemos conhecer nossos heróis.

*
A batida rítmica e a sonoridade vibrante presente o tempo todo, mais a cativante voz de Emily Haines que penetra fundo na alma, faz com que Breathing Underwater, da banda Metric, contagie com uma alegria que pega de jeito e só dá vontade de dançar ou ficar mexendo a cabeça como se fosse um maluco. Bom, pelo menos deve ser isso que pensam de mim quando ouço essa música, em qualquer lugar que eu esteja.

Faça parte do clube!

Metric - Breathing Underwater

A letra com tradução você vê aqui.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Parte da trilha




Se eu pudesse reviver aqueles dias
Eu sei que de uma coisa que nunca mudaria

*
Photograph, com Nickelback.  Dispensa comentários.


Como é de praxe, a letra e a tradução: aqui.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lição de humildade




Um visitante inesperado interrompe um velho monge que, a partir dessa interrupção, é levado a uma rápida e significativa jornada que o fará descobrir o sentido do companheirismo e da tolerância.

A percepção de que se está no caminho errado é uma grande lição de humildade.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Parte da trilha





É impressionante como tem música que me faz lembrar coisas boas lá da minha adolescência. E a Frou-Frou Foxes in Midsummer Fires da banda Cocteau Twins além de me levar de volta para a adolescência, também faz com que eu sinta muita paz e tranquilidade. Algo que eu nem imaginava querer naquela época; mais ou menos como: "eu era feliz e não sabia". Só que ao mesmo tempo me sinto como que transportado para um futuro que não parece inatingível, impossível, mas totalmente envolto em serenidade, como se nada fosse possível me perturbar. Na verdade, é um sentimento estranho. Quase dolorido. Quase triste. Mas que ao mesmo tempo me deixa alegre. Sem motivo. Sem causa. Sem querer. Sem desejar, mas desejando ao mesmo tempo.

São essas sensações estranhas e ao mesmo tempo deliciosas que eu sinto todas as vezes que a ouço num momento de sossego. E é dessa forma que me sinto totalmente absorto. Como que num momento de meditação, de concentração.

E assim vou eu, flutuando em sua melodia glacial, em sua sonoridade etérea, totalmente embalado pela voz angelical, além de totalmente hipnótica e encantadora da vocalista Elizabeth Fraser. A voz dela é simplesmente incrível. Uma das melhores vozes do mundo. Sem exagero. Algumas pessoas descrevem sua voz como "cintilante" - e não tem como discordar disso.

A banda escocesa Cocteau Twins possui em seu estilo algo bastante diferente, um potencial muito exótico. Suas músicas, repletas de acordes de guitarra e baixo penetrantes e irrequietos, sempre me fazem pensar em paisagens deslumbrantes, em algo mais etéreo, como a aurora boreal, por exemplo. Ou em seres aquáticos que nem parecem que estão no mar, parecem levitar em perfeita harmonia com a leveza e a beleza da natureza. Exatamente como no vídeo abaixo. Imagens perfeitas para a canção.


Márcio Luiz Soares


***
Abaixo, um cover desta canção soberba. Esta é uma das mais belas interpretações de piano de uma das canções mais lindas que eu já ouvi. A ausência de imagens no vídeo é proposital: feche os olhos e viaje.


domingo, 24 de março de 2013

Parte da trilha



Eu soube que nos tornaríamos um só imediatamente
À primeira vista, eu senti essa energia dos raios de sol
Eu vi a vida dentro de seus olhos

***
Diamonds, com a Rihanna. Uma bela canção para ser ouvida (e cantada) com sentimento. Difícil não se emocionar.



Não deixe de ver essa ótima versão cheia de sentimento.



Veja esse outro clipe bem legal, de uma versão bem feitinha. Outra versão bem interessante, você curte clicando aqui.

E aqui você vê a letra e a tradução.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Lado sombrio





Todo mundo tem seus segredos e todos têm um lado dentro de si que protegem a todo custo. É instintivo.

Por mais bem certinha que uma pessoa demonstra ser, ela tem algo a esconder, mesmo que seja aquele segredinho que nem é nada demais, nada que a desabone, mas que ela prefere que fique enterrado dentro de si. Pode ser um pensamento nefasto, ou um desejo reprimido, ou uma fantasia sexual que sabe que nunca vai se realizar. Acho que, no fundo, no fundo, todos nós temos uma natureza pecaminosa ou egoísta. Nenhum de nós está livre de pecados e pensamentos obscuros. Nós nascemos assim. A diferença está em como cada indivíduo consegue se controlar. Muitos não conseguem. Muitos nem tentam. Outros nem têm noção do que é ou não sombrio.

Eu tenho um lado sombrio, não nego e não me importo em admitir. Até onde isso me prejudica? Até agora, em nada. Nunca me prejudicou. Nunca prejudicou ninguém.

E pra piorar o que você está pensando de mim nesse momento, saiba que eu gosto de alimentar esse meu lado sombrio. E tudo se resume ao fato de que, alimentando-o, consigo superar coisas excessivamente emotivas que me tornariam melancólico demais. Principalmente quando as minhas válvulas de escape não funcionam.

Enfim, na minha humilde opinião, todo mundo tem um esqueleto escondido no armário. Alguns esqueletos contam uma boa história ao sair.

Outros nem tanto.


Márcio Luiz Soares

***
No clipe, uma das minhas músicas preferidas da Kelly Clarkson, Dark Side. O que se vê nas imagens do clipe não condiz tão incisivamente com a letra dessa bela canção. Infelizmente. Mas tá valendo.


Aqui você acessa a letra original e com tudo que tem direito - aproveita e clica no play lá também.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Adam and dog




O brilhante curta-metragem Adam e Dog é uma verdadeira obra-prima da animação. Nele, tudo parece ter mais coração do que muitos filmes que eu vi ultimamente. É uma experiência artística cinematográfica que não deve ser desperdiçada.

Adão criou o vínculo homem/cão em primeiro lugar? Vai saber. De qualquer forma, este filme procura mostrar claramente que ambas as espécies, desde os primórdios da humanidade, tinham algo a oferecer um ao outro: a amizade.

Eis mais um ótimo curta criado especialmente para comover e emocionar e cheio de sacadas sutis. Nem uma palavra é dita nessa trama inteligente, a menos que você considere os latidos do animal. O silêncio ajuda a criar a serenidade do mundo edênico do filme, e tudo é contado sem esforço por meio de atos, gestos e expressões faciais. Assim que o cão se depara com Adam, ou Adão, a gente percebe que está se contando uma versão da história do primeiro cão do mundo e seu relacionamento no Jardim do Éden e, no fim, fica claro por que os cães são tão especiais para a humanidade. Mas a melhor sacada é a expulsão do Jardim do Éden e o quanto o cão é fiel nesse momento.

Contar boas histórias é uma arte extremamente sutil. Mesmo com a palavra escrita não é tão simples quanto se pensa. Contar boas histórias é muito mais que descrever situações e passar informações precisas. O narrador deve decidir, além de qual será a melhor forma de estabelecer detalhes sobre os personagens, como criar tensão narrativa e continuar contando a história sem se perder, sem deixar a peteca cair. E esse curta é assim, de forma bem eficiente cria um mundo e estabelece o amor entre dois personagens, em menos de 15 minutos, num ritmo absolutamente sem pressa e nem por isso a gente perde o interesse, e nem imagina o que, afinal, vai acontecer. Nem mesmo que pode se surpreender. E se caso acertar o final, vai gostar muito mais.

Os curtas-metragens são impressionantes, pois permitem aos seus produtores e cineastas a oportunidade de ser diferentes e experimentais, sem o custo de um filme de longa-metragem e garantindo um bom entretenimento e diversão a nós, meros espectadores. E o espectador que se desarmar de certos conceitos ou de preconceitos vai sentir o quanto esse curta é deslumbrante e poderoso.


Márcio Luiz Soares


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Parte da trilha




Se você estivesse no meu coração
Eu não o partiria
Se estivesse ao meu lado
E o meu amor o arrebatasse
Eu o guardaria em um lugar seguro
Para sempre protegido

Vou esconder você
Bem longe do mundo que rejeitou
Eu escondo você

Eu vou amar você
E proteger você
Até pedir que eu diga
O que quero fazer

***
Essa versão da Hide U, com a banda britânica Kosheen, além de ser uma drum and bass que me alucina, ela tem um clima sombrio que me pegou de jeito! Sem falar de todas as suas derivações que me fazem ficar horas ouvindo uma atrás da outra - não paro nem pra comer! =)


A letra taqui e a tradução, aqui.
Há dezenas de versões bem mais dançantes, eis uma delas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Parte da trilha




Phil Collins dispensa comentários pra quem curtiu as suas músicas há algumas décadas e com certeza curte até hoje. Depois de sua passagem inicial como vocalista do Genesis, ele surpreendeu as ondas de rádio com diversas músicas, mas destaco aqui a ótima In the Air Tonight.

Dá gosto ouvir a batida dos tambores de uma forma que ainda não tinha sido feito antes, complementados por grooves contagiantes e seu impressionante alcance vocal. Seu modo de tocar, embora de forma única, sem dúvida, foi um pouco ofuscada pela engenharia de estúdio e mixagem final, mas isso logo seria corrigido em suas apresentações ao vivo. Sempre fascinante! Um baterista de rock muito talentoso. Dá gosto vê-lo cantar e lembrar de sua marca na música pop com suas batidas de bateria notáveis.

Veja uma das melhores apresentações de In the Air Tonight ao vivo.


Aqui você pega a letra com tradução e veja aqui o clipe oficial.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O poder das palavras




As palavras certas fazem uma conexão emocional com as pessoas. Uma das principais considerações deve ser a forma de causar o maior impacto possível sobre o público. Se as palavras escolhidas não surtem o efeito desejado, então, realmente, não há muito sentido em dizer ou escrevê-las. Comprove.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Parte da trilha




Nem sempre a letra de uma música bate com as imagens de um clipe e taí uma coisa que nem importa muito. No caso do clipe da excelente The Fall [A Queda], da dupla Rhye, o que vemos no vídeo está mais pra uma meditação existencial sobre a idade adulta depois que se passou dos 40 anos, e quanto a falta de inocência e o aumento do desejo, de forma um tanto quanto deprimente, absorve a maturidade que levou um tempão pra se construir.

A música, além de muito deliciosa, com vocais precisos que é ao mesmo tempo quente e alegre, é satisfatoriamente melancólica. Consegue entender isso?

Impossível não se deixar envolver com a sua letra que estabelece uma trama de versos apaixonados, confessionais e que por si só já são levemente dançantes. Compondo, assim, uma perfeita trilha sonora de coisas que raramente são ditas. A música, uma mistura de canção de amor com canção de desgosto, vai se desmanchando suavemente nos ouvidos, pois é cheia de alma, e aos poucos vai deixando a gente extasiado, graças a uma batida leve e envolvente.

E o que vemos no clipe, de maneira não muito distinta, é o quanto a vida pode parecer que é uma merda e que, quando a gente se depara com a perda da doce juventude, tudo parece muito frustrante. E isso pode ser extremamente...  comovente!

Depois que o clipe acaba, muito marmanjo vai ficar se perguntando: "o que realmente significa essa coisa de ser adulto, responsável e maduro, hein?" Não fique muito alegrinho não, cara pessoinha jovem! Você está envelhecendo a cada segundo e um dia vai se ver na mesma situação. =)

Então, de olho nas imagens e aumenta o volume pra curtir essa dupla que eu considero que vai ser uma grande aposta para 2013. Se gostar dessa, vai ser impossível não pedir mais. E aqui vai ter.


Márcio Luiz Soares

* * *



***
Para aqueles que quiserem ouvir uma versão mais dançante, eis aqui uma acrescida com o vibrante swing dos anos 70:

******
The Fall

Oooh, make love to me
One more time
Before you go away
Why can’t you stay?

Oooh, my love
Come home to me
Just for a while
I’ll leave this place
Why can’t you stay?

Don’t run away
Don’t slip away my dear
Don’t run away
Don’t slip away my dear
Don’t run away

The song is gone
Fell into the fall
But I don’t want it this way
Why can’t you stay?

Don’t run away
Don’t slip away my dear
Don’t run away
Don’t slip away my dear
Don’t run away

Ohh ohh

That should be worse
That should be worse that explain away
But I’ll talk time and twisted

Don’t run away
Don’t slip away my dear

domingo, 23 de setembro de 2012

Alguém que eu conhecia





Sinto uma aura de anos 80 quando ouço Somebody That I Used To Know, do Gotye. Na atraente e intrigante abertura principalmente. O uso das vozes masculinas e femininas descrevendo uma relação que não deu certo lembra muito uma música do Human League, "Don't You Want Me" [que você pode conhecer ou lembrar vendo o clipe aqui]. Depois, há o timbre da voz-sósia de Sting no refrão. Sério, quando ouvi pela primeira vez, achei que era uma música nova do Sting. O ponto alto desta música é a intimidade desta gravação que a torna fascinante, especial, elegante e que nos conquista de imediato, seja pela sonoridade, pela letra convincente e pelos vocais emocionais.

Quando o cantor diz "Alguém que eu costumava conhecer", expressa uma ironia muito refinada. A letra toda, expondo simplesmente um relacionamento que teve um triste fim, estabelece a dor nua no final infeliz de um casal, mas mostra de forma impecável uma enorme realidade constante nas vidas das pessoas, levantando mais perguntas sobre os protagonistas do que respostas. Então ouvimos o lado feminino da história, elevando a música ao brilho. 

A maioria de nós também pode relacionar com a dor torturante de alguém importante tornando-se, simplesmente, "alguém que eu costumava conhecer".

A canção até pode não ser chamativa, mas é instantaneamente memorável e está destinada a ser um clássico. Esta será uma das músicas do ano para 2012.

*
Abaixo, dois clipes. O primeiro é sensacional e o outro é uma versão de estúdio que exala tanto a simpatia dos envolvidos que vale a pena ver.




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Tempo





A filósofa e poeta Viviane Mosé deu um show de interpretação ao recitar uma poesia de sua autoria, inspirada nas obras de Nietzsche, durante uma apresentação no Café Filosófico, em Campinas.


quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele?
sulcos na pele? sulcos
quem tem olhos pra ver na pele o tempo soprando sulcos na pele?

o tempo andou riscando o meu rosto
com uma navalha fina

sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma

eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instante
eu acho que eu ganhei presença

eu acho que a vida anda passando a mão em mim
eu acho que a vida anda passando
eu acho que a vida anda passando
eu acho que a vida anda
em mim a vida anda
eu acho que há vida em mim
a vida em mim anda passando
eu acho que a vida anda passando a mão em mim

e por falar em sexo
quem anda me comendo é o tempo
se bem que faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás

um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos

eu acho que eu ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando


Viviane Mosé

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

The Lighthouse




The Lighthouse, de Po Chou Chi.
Confira por que essa bela animação ganhou 27 prêmios internacionais.



Falar dessa animação é tarefa difícil, quase banal. Talvez por isso Po Chou Chi, o jovem diretor, natural de Taiwan, radicado em Los Angeles, não usou nenhuma palavra em The Lighthouse (O Farol).

Cheio de sutilezas e simbolismos, o filme trata delicadamente da relação entre pai e filho, do crescimento, de amor e respeito. Mostra, em pouco mais de 7 minutos, o crescimento, o aprendizado, a partida, o retorno e o envelhecimento. E o fim, que é também começo.

O Farol é a casa, o lar, o porto seguro, o sinalizador de que está tudo certo, o abraço do pai. Os barcos a um só tempo simbolizam as conquistas, mas também as indas e vindas. Cartas são escritas, o pai espera, as estações mudam, e o inverno chega.

Tudo embalado, como a cereja do bolo, pelo delicado piano de Chien Yu Huang.

O Farol, como não podia deixar de ser, foi dedicado aos pais de Po Chou Chi.

Rita de Sousa
(Coluna do Ricardo Setti - Veja.com, 12/8/2012)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Parte da trilha





Ela olha pra você, seu humor normal, sua alma tão limpa.
E ela imagina: eu sou tão feliz quanto poderia ser?

Se você quiser ficar no chão fale por si mesmo.
Se você quiser deixá-la por aí, deixe-a ser ela mesma.

Ela quer paixão, ilusão, brigas e mentiras.
Ela quer desejar, desafiar, gritar, voar!!

Ela quer os danos que não pode achar no seu beijo.



* * *
Texto compilado da letra da música que foi feita pra ouvir bem alta - bota o fone e curte o clipe aí!

She - Brollies & Apples


A letra e a tradução você pega aqui.

sábado, 14 de julho de 2012

Parte da trilha





É preciso brindar o destino
É preciso gritar começou
Se jogar nessa dança na vida
Sem medo do escuro

Impossível não falar de amor

Cada vida tem a sua estrada
Acredite no poder das palavras

É preciso falar
A verdade


(Trechos da música É preciso - A próxima parada)

* * *
Clipe oficial




Confira a letra completa aqui.

Outras versões bem interessantes:




terça-feira, 24 de abril de 2012

Dois é melhor que um





Mais uma que faz parte da minha trilha!!
Two is better than one, com Boys Like Girls e Taylor Swift.
Dispensa comentários.



A letra e a tradução junto ao clipe você vê aqui.

sábado, 10 de março de 2012

O Rio em miniatura





Muita gente não entende (e muitas não querem entender) a importância e a grandiosidade dos desfiles de Carnaval, uma das maiores manifestações da cultura brasileira. Um trabalho imenso que desde a escolha do tema, do enredo, das fantasias, e toda a organização, envolve muito dinheiro, tempo e dedicação. Sobretudo no Rio de Janeiro, considerada mundialmente como a face do Brasil, cidade que detém o título de recordista da maior e mais famosa festa de Carnaval e por ser a que mais atrai turistas neste período.

Música, fantasias, máscaras, dança, desfile e muita festa, tudo isso foi excepcionalmente descrito e registrado num vídeo incrível feito pelo diretor de cinema, produtor e músico, o brasileiro Jarbas Agnelli, em parceria com um australiano, o fotógrafo e cineasta Keith Loutit.

O produto final é nada menos que sensacional. Agnelli exibe o cotidiano do Rio e o desfile de carnaval de uma forma que nunca foi vista. Nos cinco dias de carnaval, a dupla disparou 167.978 clicadas, para editar de forma magistral um filme feito no estilo tilt-shift intitulado A Cidade do Samba. O Rio em grandiosa miniatura.

Destaque para a trilha sonora composta pelo próprio Agnelli, de extremo bom gosto. A partitura original se encaixa perfeitamente com o que está sendo visto e transmite todas as emoções na medida certa. Coisa de cinema.

Assistindo o vídeo, você mal percebe que são fotografias, pois o efeito tilt-shift faz tudo parecer que são maquetes ou que são miniaturas feitas de massinha. Uma bela mistura de técnica e sensibilidade permeada de sentimento e encantamento. Simplesmente genial.


Márcio Luiz Soares