quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pior que está sempre pode ficar






A cada início de campanha e, principalmente, a cada programa no horário eleitoral gratuito, aumenta a certeza da necessidade de uma revisão geral nas regras eleitorais, dentro de uma verdadeira reforma política. Não dá mais para tolerar aquele amontoado de pseudopartidos, com pseudocandidatos, ocupando espaço nobre no rádio e na televisão. Não dá mais para aturar discursos vazios, caras-de-pau, piadinhas infames, ignorância e mais do mesmo. Não dá mais para aceitar palhaços brincando de políticos e políticos fazendo palhaçada. Não tem mais graça.

Na outra ponta, dos partidos e candidatos “sérios”, a situação não é muito melhor. O que vemos é uma falsa polarização de discursos na disputa pela Presidência, pois a oposição não faz oposição e a situação se contenta em converter uma candidatura forjada na simples continuidade de um governo, como se isso fosse realmente possível. É preciso mudar o que está aí. E, pelo que se vê a cada eleição, e ao contrário do que diz o slogan de um dos “palhaços candidatos”, pior do que está, pode ficar sim.


Ricardo Alécio

* * *

Acompanhe o autor pelo Twitter: www.twitter.com/ricardoalecio

Texto extraído da coluna Xeque-Mate, do Correio Popular de 31/08/2010, Campinas/SP

Ilustração: charge de Dalcio (http://dalciomachado.blogspot.com/)

Um comentário:

Marcello disse...

pois é... amanhã teremos a constatação! infelizmente vai piorar, só espero q não seja muito... baraço