domingo, 18 de maio de 2008

Dose certa






Cinema. Sou fascinado pela tela grande. A sala escura, o som alto, um monte de gente reunida, rola um astral bacana. Não se trata da mesma sensação como a de uma partida decisiva de futebol em estádio lotado ou quando estamos na platéia acalorada e vibrante de um grande show musical - nem se compara, mas é igualmente gostosa. Principalmente quando o filme tem a dose certa de emoção, fazendo a gente sair refletindo e comentando com todo mundo.

Sei de algumas pessoas que não curtem ir ao cinema, por um ou outro motivo (acredite, elas existem!!!). Detestam mesmo. Nem é por considerarem um entretenimento caro (que de fato é), elas sentem, realmente, uma certa aversão. Algumas pessoas apenas não querem trocar o conforto do lar. Para quem tem uma sala de cinema dentro de casa, fica fácil. Não é o meu caso, pelo menos não ainda... Mas também não trocaria, jamais!

Tem filme feito pra cinema que nada perde na tela pequena de uma televisão, no entanto, seja numa tela de cinema ou numa tela de celular, o legal é desfrutar de um bom filme e se divertir.

Certa vez, vi um filme no cinema, daqueles com a dose certa de emoção, e logo que saiu em DVD corri pra pegar. Numa determinada cena, senti a diferença do tamanho da tela, mas absorvi com o mesmo prazer da telona, isso porque o filme fala por si só - a imagem, a música, a viagem da câmera, agindo como cúmplices, nos conduzindo para bem longe em nossos pensamentos, sem se desgrudar da ação e sem fugir da proposta do filme.

Refiro-me ao filme Mar Adentro, de Alejandro Amenábar. Com a primorosa e convincente atuação de Javier Bardem. Baseado numa história verídica, o filme abocanhou o Oscar de melhor filme estrangeiro (em 2005, se não me engano), e mais de uma dezena de outros prêmios na Europa. Para quem ainda não viu, passe na locadora. Quem já viu, que tal rever? Vi três vezes e a cada repetição uma nova descoberta.

A cena que mencionei acima, expressa o tamanho da grandeza em que um filme bem feito, com ótima direção de fotografia, capaz de fazer a gente ficar impressionado, surpreso e satisfeito, fazendo valer cada centavo do ingresso. O filme é muito mais que essa cena, que nada mais é do que um recurso simbólico, uma tentativa certeira de nos fazer olhar para dentro e para fora do outro. Na verdade, a emoção será maior ao entender o que representa a viagem que a cena mostra, mas só vendo o filme todo.

Espero que você sinta a mesma emoção que eu senti durante todo o filme.

Segue, então, um aperitivo. Em tela pequena.


Márcio Luiz Soares



video

Se quiser ver no Youtube,numa tela maiorzinha, clique aqui.

6 comentários:

Rubens Gualdieri disse...

Aos amantes do cinema, mando então uma outra dica: Cine Paradiso. Espetacular. Tecnologia zero. Prazer de ver um bom filme em um ambiente (super) intimista, MIL. A mesma pesso que vende o ingresso é a que vai receber na catraca, é a mesma que vai vender o docinho e pipoca e é a mesma que vai conferir se estão todos acomodados e também apagar a luzes para iniciar a projeção. Incomparável. Abraçox, Rubens

Marcello disse...

Marcião, querido amigo!! cara, depois do q eu li e vi, vou hj mesmo na locadora!! será q algum dia vou ter a mesma sensibilidade q vc tem para filmes? mais um filme q prestarei atenção redobrada depois de seus comentários. manda mais!! rs abraço

Maggie disse...

Ah, eu também curto muito ver um bom filme no cinema, acho tudo de bom!!
Já assisti filmes que fiquei refletindo por dias, principalmente aqueles que se baseiam em histórias reais. Já saí rindo muito e isso durava dias e é claro que também já saí chorando.Sair comentando isso é normal,duro é quando você se pega comentando perto de alguém que ainda vai assistir, tem gente que detesta saber qualquer coisa sobre o filme antes de assistí-lo.
Eu já gosto de saber, me motiva mais, como é o caso desse que o Márcio relatou, inclusive estou aqui em uma locadora pra ver se loco o filme, depois deixo meu comentário!
Moço você vai dar muito lucro para as locadoras.rsrs
E se tiver mais dicas manda aí, o Feriadão está chegando!!
Beijos.
Maggie.

Anônimo disse...

Márcio, gostei muito do texto. Na qualidade, na narrativa, da forma que expressou como considera a mensagem do filme. Sou aluno de jornalismo e pretendo me especializar em Cinema, justamente por considerar que tenho facilidade para certas percepções e interpretaçãoe dessa grande arte. O que você sentiu durante a exibição foi exatamente o que senti. Ainda não vi em "tela pequena", depois do que escreveu fiquei curioso em saber como vou me sentir, pois sou daqueles que acham que numa tela menor muito se perde. Quem sabe não mudo meus conceitos agora? Vou procurar na locadora hoje mesmo.
Por favor, não demore com outras dicas.
Abraços
Sérgio Santos Morelli

.:Eglezita:. disse...

uuunh...cineminha com pipoca...sem pipoca...num tem jeito, é bom!!!!
Tenho a sorte de estar numa cidade menor, onde o cinema é mais barato...e existem promoções imperdíveis como a Sessão Happy Hour ( R$2,00 ) portanto sempre estou por dentro dos lançamentos...
e esse, Márcio, não tem relamente como perder! Tb recomendo!!

Abraços

Ana Luisa disse...

Menino, que dissertação! Lembro que eu me emocionei no cinema com esta cena que vc postou e no filme todo. É como vc disse mesmo, ver no cinema é muito mais envolvente, mas quando o filme é bom, tocante, não importa o tamanho da tela - o que importa é a mensagem. E a mensagem desse filme é maravilhosa. Uma amiga está ao meu lado, nunca viu o filme e se emocionou com a cena, e está louca pra pegar o filme. Vc foi no ponto certo em tudo. Acertou na dose. Abraços