quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O auto-retrato


No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

Mário Quintana

5 comentários:

Marcello disse...

meu!! aprendi a gostar do Mario Quintana com vc!! sempre especial. feliz escolha. valeu!! aliás aprendi a gostar de poesia com suas indicações e com as suas próprias. e por falar nisso, onde estão as suas? até agora só uma, pq??! hehehehe abs

Anônimo disse...

Ah não! assim é covardia!! pq fui deixar pra ler td hj??!! lindo!! bela escolha, demais! Samantha

Ana Luisa disse...

Já me vi fazendo isso: querendo fazer um auto-retrato; e só saíram rabiscos, nada que surgisse de inteiro do rascunho, nada que sobressaísse e desse o real significado de mim mesma. Ou eu não me entendi? rs Bjs

Márcio Luiz Soares disse...

Samantha: tranquilo, leia em pequenas doses, assim como é postado algo por aqui! rs
Ana Luisa: gostei tanto do teu cometário, que me inspirou a escrever algo baseado nele. Ou quer elaborar mais e me mandar? No aguardo.
Beijo

Sérgio disse...

Po! Tudo a ver, tudo a ver!! Gostei!